Category Archives: Uncategorized

“Grandes mulheres não vestem só tamanho único”

Padrão

Vim aqui, na cara dura, vender o  “jabá” de uma amiga minha.

A Paula, conhecida na UNESP Bauru por Paris, escreve um blog sensacional chamado “Grandes Mulheres não vestem só tamanho único”.

A proposta do blog  é fantástica: falar sobre moda e comportamento para mulheres que, como eu, que não são se encaixam no “padrão de beleza” que as revistas do segmento pregam. O nome por si só já é sensacional, não é não?

A Paula Paris escreve também sobre decoração, gastronomia e outras “coisitas” mais, mas os posts que eu mais curto são os “quebra-tabus”, como quando ela escreveu sobre o quão difícil é pra nós, fofinhas, andar só de calcinha ou pelada (principalmente em plena luz do dia), na frente do gato.

O post de hoje foi simplesmente sensacional! Ela entrevistou três caras de personalidades muito diferentes pra descobrir que papel a lingerie tem pra eles e o quanto espartilhos, cintas ligas, rendas, estampas e afins importam – ou não. O mais legal de tudo isso é a perspectiva: ela tá falando de mulheres reais, não das modelos da revista da Demillus (Jesus! Existe essa revistinha ainda?).

Eu amei e achei que valia muito compartilhar e recomendar aqui. Dê só uma olhada no post.

Gangnam Style

Padrão

Estava lendo que  uma tal dança “Gangnam style” teria instigado um tiroteio entre duas gangues na Tailândia. Fui me informar sobre que “raio” de dança é essa e descobri que a moda foi lançada pelo rapper sul-coreano Psy. O Psy bem que se recusa a dizer que a música dele é K-pop – música popular coreana -, uma mistura de música eletrônica, dance, hip hop e R&B, mas o tal hit Gangnam style não nega a raíz K-pop não.

A dança é inspirada em uma “cavalgada”. E o “diacho” fica na cabeça o dia todo. Juro-te!

Mais uma distração pra essa reta final de provas!hehe

Dê só uma olhada.

Em fase de reconstrução…

Padrão

Não, não o blog. Eu mesma. Estou em fase de reconstrução.

Ando perdida em pensamentos e sentimentos, mergulhada em mim mesma.

Estou feliz, não me entendam mal. Estou apaixonada, tenho feito viagens bacanas, o tempo está melhorando, já estou terminando o primeiro ano do mestrado, minha família está bem, enfim. Está tudo bem. Mesmo.

É só que nos últimos meses tenho enxergado coisas em mim mesma que eu até então ignorava, ou preferia ignorar. É como se, de repente, eu estivesse nua de frente pro espelho, obrigada a encarar todos os meus defeitos e sendo “convocada” a mudar. Eu não sei exatamente o que despertou isso, mas há meses venho “escutando” meus defeitos gritarem comigo. Faz algum sentido?

Outro dia uma amiga me disse que eu não “falo” mais. Ela disse que eu vivo quieta e simplesmente não converso mais. Só então me dei conta do quanto ando mergulhada em mim mesma… talvez tentando me entender, achar respostas.

É um sentimento arrebatador de que é hora de mudar. Mas como eu ainda não sei direito como lidar com tudo isso e mudar, me calo.

Ontem fui entrevistar um casal para um projeto. Uma brasileira e um alemão, mais velhos, casados há 6 ou 7 anos. Os dois tinham uma energia ótima e uma forma muito leve de encarar  a vida. A conversa me deixou pensativa e, mais uma vez, mergulhada em um silêncio profundo.

Esse silêncio, naturalmente, se reflete no blog. Minhas frases andam desconexas, assim como meus pensamentos. Não consigo organizá-los e expressá-los coerentemente – nem verbalmente, nem por escrito. Por isso, continuarei sumida. Pelo menos enquanto não conseguir superar essa dificuldade em me expressar.

Aguentem firme.

27!

Padrão

Hoje tô completando 27 anos. Estranho pensar que já passei dos 18 faz teeempo e que me aproximo dos 30. Não, não tenho e nunca tive medo de ficar velha. A proximidade dos 30 me encanta, não me apavora.

Mesmo assim, é uma sensação engraçada. Talvez porque sempre achei que aos 27 anos eu estaria em outro lugar, vivendo outras coisas, assumindo outras responsabilidades.

Outro dia me identifiquei com algo que li, por acaso, no blog da ClaBrazil. Ela dizia:

“When you’re 27 life is full of changes, challenges. But somehow it always feels like you’re too young to deal with them all” (Quando você tem 27, a vida é cheia de mudanças, desafios. Mas de alguma maneira a sensação é sempre de que você é muito nova pra lidar com tudo isso).

Fez muito sentido pra mim.

Apesar de todas as mudanças de percurso, eu não poderia estar mais feliz. Sinto que eu estou exatamente onde deveria estar e o universo não poderia ter me dado presente melhor do que esse sentimento.

Agora deixem-me ir porque aniversário não livra ninguém de provas e hoje tenho mais uma. Wish me luck!

Há 6 meses…

Padrão

Há 6 meses e 2 dias eu desembarcava em Frankfurt com duas malas gigantes e uma mochila nas costas. Somado ao aprendizado e às lembranças, isso era tudo o que eu trazia da vida e da versão de mim mesma que ficaram para trás.

Deixei minha família, meus amigos – todos escolhidos à dedo -, meu emprego fixo (o primeiro com carteira assinada, com direito a férias e décimo terceiro), a boa comida, o sol, pequenos luxos, “meu” apartamento e meu carro pra realizar dois sonhos: fazer um mestrado na Alemanha e um estágio na ONU, o que na real significava encarar a vida de uma estudante estrangeira  e bolsista e trabalhar de graça.

Meu bem mais precioso: minha família!

Se valeu a pena? Esses foram os melhores 6 meses da minha vida, em todos os aspectos. Se foi fácil? Não, nem sempre. Mas eu escolhi estar aqui e não há felicidade maior no mundo do que ter a certeza de que se está onde deveria estar.

Li algo de Chico Xavier que expressa exatamente como me sinto e como sempre tento ver as coisas, mesmo nos momentos em que fraquejo e reclamo. Achei que tem tudo a ver com esse momento de reflexão e balanço.

E que venham mais 6 e outros 6 e outros 6!

“Você nasceu no lar que precisava nascer, vestiu o corpo físico que merecia, mora onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com o teu adiantamento.

Você possui os recursos financeiros coerentes com tuas necessidades… nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas. 
Seu ambiente de trabalho é o que você elegeu espontaneamente para a sua realização. 
Teus parentes e amigos são as almas que você mesmo atraiu, com tua própria afinidade. 
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle. 
Você escolhe, recolhe, elege, atrai, busca, expulsa, modifica tudo aquilo que te rodeia a existência. 
Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes. São as fontes de atração e repulsão na jornada da tua vivência. 
Não reclame, nem se faça de vítima. Antes de tudo, analisa e observa. 
A mudança está em tuas mãos. 
Reprograma tua meta, busca o bem e você viverá melhor. 
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” 

(Chico Xavier)

Tirando o pó do blog…

Padrão

Após um mês de silêncio acho que estou pronta pra voltar ao blog. Já era hora!

Sobrevivi ao primeiro semestre do mestrado (uhu!), passei 4 dias em Roma com três amigos e, após me trancar em casa por dias, consegui entregar os trabalhos de final de termo a tempo. Foi um semestre pesado: mestrado + estágio, balança descontrolada, guerra diária com a comida, convivência com 24 outras culturas, adaptação à pouca grana e o tal Denglish me enlouquecendo (mistura de alemão com inglês, como bem descreveu a querida Francis França)… Mas acabou! Ufa!

Agora estou em Brielle (perto de Rotterdam), na Holanda, passando  férias e estudando pra bateria de provas que vem em março.

Meu peso finalmente se estabilizou (não quer dizer que eu emagreci, só que parei de engordar – o que já é uma ótima notícia), meu Denglish já tá fluente (hihi), as diferenças culturais já não me chocam tanto, depois de uma “friaca” doída (entre -17ºC e -5ºC) estamos com temperaturas mais amenas, eu e a comida selamos um acordo de paz e aprendi a fazer as unhas sozinha (embora saiba que nunca vou conseguir substituir uma manicure profissional e uma boa depiladora).

Tudo isso pra dizer que finalmente estou adaptada e que o balanço desses últimos 6 meses não poderia ser melhor!

Sinto que estou onde eu deveria estar! O que mais eu posso querer da vida?