Category Archives: Mestrado

171 páginas depois…

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Imprimi e entreguei a tese na quinta-feira passada. A defesa está marcada pro dia 1º de agosto, aniversário da minha mãe. Deve ser bom sinal, né?

Enquanto espero pela defesa e pelo desfecho do visto holandês, estou empacotando a vida aqui em Bonn. Já joguei fora três sacolas cheias de papel. Também já vendi boa parte das minhas coisas num pacotão pra uma amiga. Preciso agora encaixotar livros e fazer uma triagem de mais um tanto de coisa que sobrou. Nunca vi tanta coisa brotar de um quarto de 18 m2.

Minha dissertação de mestrado

Minha dissertação de mestrado

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Fast durch!

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Minha dissertação de mestrado tá quase pronta. Aleluia!

Falta escrever o último capítulo, juntar tudo, revisar, editar, formatar e voilà! Não vejo a hora de poder passar a tarde no jardim curtindo o sol (nas raras ocasiões em que ele aparece) sem culpa.

Peguei um resfriado medonho bem nessa reta final, mas o bom é que estou 1 mês adiantada, então posso fazer a revisão e formatação com calma e, mesmo assim, entregar antes do prazo final (o que também adianta a data da defesa da tese).

Quanto mais cedo, melhor, não é não? Oremos!

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Sobre a tese e a vida

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Eu nem me lembro se tinha comentado aqui antes, mas estou na reta final do meu mestrado (Hip, hip, hoera!!). Tive as últimas aulas do curso em janeiro  e fiz minhas últimas provas em fevereiro, desta vez, sem percalços.

Desde março estou “só” pesquisando e escrevendo minha tese de mestrado. Tenho que entregá-la em julho, defendê-la em agosto e então “c’est fini”.

Estou pesquisando sobre um tema que eu sempre curti: marketing social/“behavior change communication”/public health communication, ou seja, estratégias de comunicação para promover mudanças de comportamento, como parar de fumar, vacinar os filhos, fazer sexo seguro, dirigir com o cinto de segurança, reciclar, etc..

livros mestrado

Minha pesquisa foca em campanhas de comunicação para HIV e AIDS, então na parte prática vou analisar e comparar 4 campanhas desenvolvidas por organizações internacionais: uma suíça, uma sul-africana, uma moçambicana e uma indiana (conseguir essas campanhas é que está sendo uma novela mexicana). Embora o tema seja super interessante, essa fase de enclausuramento domiciliar não é a mais empolgante do universo, por isso o sumiço.

E como estou morando mais na Holanda do que na Alemanha agora, meus dias se resumem a ler, fazer anotações, de vez em quando escrever algo, cozinhar, lavar e limpar. Resumindo, tô numa fase pesquisadora/dona-de-casa.

Odeio passar o dia sozinha em casa e estar a 40 minutos (caminhada+ônibus+metrô) da amiga mais próxima. Odeio não ter conhecimento suficiente da língua pra manter uma conversa decente e  não saber onde comprar ou resolver as coisas.  Odeio ter que descobrir novo lugar pra depilação, pra fazer as sobrancelhas, pra consertar o casaco ou fazer as barras da calça. Ah, sim, e odeio os afazeres domésticos – tirar pó, trocar os lençóis, trocar as toalhas, passar aspirador, passar pano, pensar no que cozinhar a cada dia, lavar e pendurar roupa já era chato o suficiente num quartinho de 18m², imagine numa casa inteira? Mas como diz minha mãe: o enclausuramento é necessário para que eu possa encerrar esse ciclo da minha vida e iniciar outro.

Agora me resta parar de “mimimi” e arrumar alternativas pras coisas que eu “odeio” nessa “nova vida”, afinal, ninguém disse que seria fácil mudar de país (de novo), aprender uma nova língua, escrever minha dissertação de mestrado e lidar com as burocracias de um novo visto tudo de uma vez, não é mesmo? Mas eu escolhi estar aqui, não foi? Então tá na hora de parar de choramingar, encarar a mudança de frente e começar tudo novo, de novo.

Chá de sumiço

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Faz mais de um mês que eu não apareço por aqui, eu sei.

Minhas desculpas são as mesmas de sempre: projetos, aulas, viagens pra Holanda, congressos e afins. Além disso, embarco para o Brasil em 10 dias, então o último mês foi também de correria pra comprar presentinhos pra minha família, pros nossos amigos secretos (meu e do “Holandês”) e agilizar projetos que tenho que entregar na volta.

Ah, sim, pra ajudar peguei um resfriado há umas 2 semanas que não vai embora nem com reza brava. Comecei com a fase da garganta inflamando, dores no corpo, enjôo e febre e agora estou naquela fase péssima de  tossir até quase colocar os bofes pra fora e nariz machucado de tanto assoar. Deprimente.

Mas enfim… o que importa é que após 1 ano e 4 meses finalmente vou poder abraçar minha família e meus amigos novamente, comer comida da mamãe, conhecer a casa nova dos meus pais, a cachorrinha nova da minha irmã e meu priminho mais novo. Meu coração quase explode de felicidade quando penso em tudo isso. E isso não quer dizer que eu goste mais de lá do que de cá (e nem mais daqui do que de lá, na verdade). Como eu já escrevi aqui antes, eu adoro Bonn e essa minha vida entre a Alemanha e a Holanda, tenho amigos ótimos, um namorado sensacional, enfim, continuo feliz por aqui.  Mas nunca passei mais de 1 ano sem ver minha família e meus amigos e confesso, meu “prazo de validade” já expirou há um tempo.

Acho que no fim estarei sempre meio incompleta: aqui com saudades de tudo o que tenho lá e lá com saudades de tudo o que tenho aqui. Perfeito mesmo seria poder reunir os dois mundos numa panelona só, né não?

Frustração é…

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… quando você passa 8 dias inteiros estudando (inclusive madrugada adentro) para uma única prova e reprova com uma nota tão baixa que é como se você tivesse praticamente deixado a maldita em branco.

Saber que vou ter que repetir o teste – que incluía 3 disciplinas com uma quantidade ignorante de material pra estudar- na mesma semana das provas regulares do 3º semestre e sem tempo hábil para estudar no meio é tão desesperador que as lágrimas são uma mistura de raiva e desespero.

A prova foi injusta. 30% da minha classe reprovou. Massacre total. Mesmo assim tô me sentindo uma “loser” nesse momento.

Eu nunca tinha reprovado numa prova na vida em toda a minha vida. É muita frustração pra uma segunda-feira só.

A história da Eliana e do Richard

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Pra quem fala alemão, aqui vai a história da brasileira Eliana e do alemão Richard – um casal super alto astral, cuja diferença de idade é de 17 anos.

Esse foi um projeto que eu curti muito fazer pro mestrado no semestre passado. Hoje eu noto que as cores estão estouradas, o corte do áudio deixa a desejar e, principalmente, que eu poderia ter usado menos fotos para que cada uma pudesse passar mais devagar. Erro de iniciante. Sorry!

Mas o que vale é a história deles, que é inspiradora!

Afinal, a diferença de idade importa num relacionamento?

No 2º ano do mestrado…

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… a vida melhora, porque:

1 ) seu fim de semana passa a ter 4 dias. Rá! (esse não é o sonho de consumo de todo mundo?);

2) você finalmente consegue viver com o dinheiro da bolsa, sem ter que pedir socorro aos seus pais no Brasil;

3) seu peso finalmente se estabiliza e você aprende que a melhor maneira de controlar a balança e a sua conta bancária é trocar a comida da cantina da Deutsche Welle pela boa e velha marmita;

4) graças a doações e da verba extra do primeiro mês de bolsa do DAAD (no primeiro ano é a DW que paga a bolsa, no segundo o DAAD é quem financia) você agora tem um espelho de corpo inteiro, uma impressora, um DVD player, uma estante a mais e um netbook pra otimizar o tempo que você gasta nas longas viagens mensais entre a Alemanha e a Holanda;

5) você já tem um guarda-roupa de inverno preparado;

6) você já é uma ciclista profissional, com direito a capa de chuva, capinha pro assento e tudo mais;

7) você aprende que ir de bicicleta é mais rápido e menos estressante do que ir de ônibus, porque pontualidade alemã é coisa do passado;

8) você já aprendeu a manter um estoque de Taschentücher (lencinhos de papel) em casa e levar sempre uns pacotinhos na bolsa quando começa a esfriar;

9) você já sabe onde encontrar feijão, pão-de-queijo, guaraná, bolacha bono e afins;

10) você também já sabe onde comprar cada coisa: produtos de higiene pessoal e limpeza na DM, legumes e verduras no Rewe, artigos de papelaria na lojinha de 1 euro, roupas baratas na H&M, roupas de mais qualidade no Karstadt, etc.;

11) as viagens pra Holanda já te ensinaram que você tem que comprar a passagem um mês antes pra pagar menos;

12) você tem quem “te aqueça nesse inverno”. E essa, meus amigos, foi a mais linda surpresa e o melhor presente que eu poderia ter ganhado nesse primeiro ano por aqui. Ó, que final piegas!