Category Archives: Holanda

Das peculiaridades da cultura holandesa

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– Aniversariante tem que levar bolo pra escola, pro trabalho, etc. Logo, não dá pra fazer dieta porque sempre é o aniversário de alguém. Aliás, aniversários holandeses são bizarros: vc chega, dá parabens (gefeliciteerd) pra todos os convidados sentados – tipo um “parabéns pelo aniversário do seu amigo, namorado, parente” –, come bolo e toma café e depois passa horas sentado numa roda conversando e comendo salgadinhos e aperitivos do tipo;

– Papais e mamães têm que oferecer “beschuit met muisjes” (uma torrada com um granulado de anis colorido em cima) quando seus bebês nascem. Os “muisjes” têm que ser azul quando o bebê é um menino e rosa quando é menina;

– Sol e calor são motivos para cancelar um compromisso. Chuva e frio não;

– Acho que metade da populacao tem a tarde da sexta-feira livre do trabalho;

– Mães geralmente trabalham 3 or 4 dias por semana para ter mais tempo de cuidar dos seus rebentos;

– Na Alemanha é “Sie” (o senhor, senhora) pra cá, “Sie” pra lá. Na Holanda é todo mundo “jij” (voce) logo de caro. Adoro a informalidade dos holandeses;

– Holandês come pão e toma leite (puro) no almoço. Não sei se algum dia vou conseguir me adaptar. 3 dias seguidos de pão no almoço foi o máximo que consegui aguentar até agora. Aliás, comer pão com manteiga e chocolate granulado é super normal no café da manhã e meus colegas comem no almoço também todo santo dia. Também há combinações do tipo creme de amendoim e chocolate granulado.

Porque metade de mim é amor…e a outra metade também.

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Ainda tem alguém aí?

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Sim, eu sei que sumi. Deve fazer um ano que nao apareco por aqui. É que de repente minha vida mudou completamente e eu, perdida no meio dessas mudanças todas, perdi também a inspiraçao pra escrever. Ainda tem alguém aí do outro lado?

Vale um update rapidinho?

–          Apliquei pro meu visto holandes em maio. Em junho recebi uma carta dizendo que o processo tinha mudado (pela milésima vez) e que eu tinha que mandar todos os documentos novamente. Mandei uns dias depois. Apesar de ter aplicado da Alemanha (onde Morava até ano passado) e ter tudo regular, meu visto só saiu no final de setembro. Tive que ir até Berlin buscá-lo e esperar uma semana lá pra ele ficar pronto. Pois é… pra uns o visto sai em 30 dias, pra outros em 3 meses.

–          Entreguei minha tese no comecinho de julho, defendi em agosto e me formei. Finalmente mestre em International Media Studies. Yey!

–          Entreguei as chaves do meu quartinho em Bonn (Alemanha) no final de julho. Me mudei nao-oficialmente pra Holanda em agosto (mas já estava mais aqui do que na Alemanha desde marco) e oficialmente no final de setembro.

–          Fui pro Brasil em outubro e fiquei por 5 semanas. Voltei dia 10 de novembro, tive uma entrevista de emprego (nao na minha area) dia 11 e comecei a trabalhar dia 18 do mesmo mes.

–          Trabalhei por 4 dias e fui pra Curaçao (Caribe) por uma semana (a viagem já estava planejada antes de eu ir pro Brasil). Lá, holandes e eu ficamos noivos.

–          Em janeiro meu contrato no trabalho foi estendido por 6 meses. Vence agora em julho e to esperando pra ver no que dá. O emprego nao é lá o emprego dos sonhos (é um trabalho administrativo numa empresa chinesa), mas é um comeco e me faz me sentir mais integrada.

–          Em maio desse ano tirei minha carteira de motorista holandesa e casei. Passei meses preparando tudo a mao pro casamento. Fiz os convites, a decoracao, mensagens pros convidados… cada detalhe. Foi um pouco estressante no final, mas muito legal. Meus pais, irmaos, um tio e uma tia vieram do Brasil pro casamento e foi um dia lindo.

–          Agora estamos planejando nossa viagem de lua-de-mel em setembro. Vamos pra Indonésia com um stopover de 3 dias em Singapura e estamos super empolgados. Principalmente eu, que adoro programar viagens, escolher cada local onde vamos ficar, fazer roteiros…

E é isso!

A saga do visto holandês

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Depois de muita dor de cabeça, finalmente conseguimos mandar todos os documentos pro IND (departamento holandês de imigração) com um pedido de pré-avaliação, também chamado de advies (conselho, em holandês). Antes era suficiente mandar cópias de todos os documentos e um formulário de 40 páginas preenchidas pedindo esse tal de advies pro IND. Eles respondiam primeiro dizendo que tinham recebido, depois que estava tudo em ordem e que o candidato poderia pagar a taxa de visto e por último dizendo que o visto estava pronto. O processo todo demorava uns 30 dias, segundo relatos de diferentes brasileiras que passaram pelo mesmo processo um pouco antes de mim.

Como eu já moro na Alemanha e fiz meu pedido por Berlim achamos que no nosso caso seria tudo ainda mais rápido e tranquilo, mas como a bendita Lei de Murphy não falha, a lei mudou dia 1º de junho e, embora tenhamos mandado o pedido de advies no dia 17 de maio, nos tornamos cobaias de um novo processo de visto.

No começo tudo correu bem. Recebemos uma carta do IND dizendo que nossa documentação havia sido recebida dois dias depois de mandarmos o pedido. Mais uns 3 ou 4 dias e recebemos outra cartinha dizendo que eles dariam a resposta da avaliação até dia 19 de julho. No começo de junho recebemos outra cartinha dizendo que os documentos estavam em ordem e que o processo havia mudado, portanto, deveríamos encaminhar o pedido oficial de visto TEV com um novo formulário. Corremos pra preencher o formulário novo e mandamos tudo no dia 5 de junho. Desde então, não tivemos mais notícias.

Eu tirei um passaporte novo, ligamos lá pra saber como deveríamos enviar a cópia e aproveitamos pra perguntar da nossa situação. A única informação que recebemos foi de que nosso pedido havia sido recebido e que nós receberíamos uma resposta dentro do prazo normal (3 meses). Todo dia abrimos a caixa de correio ansiosos e nada.

Meu visto alemão expira em um mês e meio. Oremos pra que o visto holandês saia antes.

Uma ponte entre a Holanda e o Brasil

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Vestindo camisa social e calças pretas o cantor e compositor brasileiro Lenine entra no palco já cantando. Num instante, a voz calorosa do pernambucano transporta a antiga sala de cinema da fria e chuvosa Rotterdam para o ensolarado Recife. O público, até então calado e comportado em suas poltronas, grita, bate palmas, assobia.  A formalidade holandesa dá espaço à espontaneidade brasileira.

Da minha poltrona eu aplaudo o mesmo homem que duas horas antes ensinava os músicos holandeses, noruegueses, dinamarqueses e alemães da orquestra do holandês Martin Fondse a pronunciar as palavras “dólares” e “Dolores”, da música Rosebud. O mesmo cantor que, vestindo jeans, óculos e all-star pretos, vibrava ao ouvir cada arranjo novo que a orquestra internacional tinha criado especialmente para as suas músicas. O mesmo simpático pernambucano que no primeiro intervalo da passagem de som desceu do palco pra nos dar um abraço de boas vindas e saber se estávamos nos divertindo.

Testemunhar o projeto “The Bridge” tomando forma durante a passagem de som e assistir ao primeiro show do Lenine com o Martin Fondse e sua orquestra foi uma experiência indescritível. Minha admiração pelo trabalho do artista pernambucano, que completa 30 anos de carreira esse ano, só aumentou. Sua paixão pela música, o sentimento que ele imprime em cada nota e o alto-astral que ele transmite são emocionantes.

Quanto ao trabalho do Martin Fondse, foi paixão à primeira vista. Músico e maestro talentosíssimo, além de muito simpático  e atencioso. Um “querido” mesmo!

E a tarde e noite da última sexta-feira foram assim: cheias de novas experiências e energia positiva. Uma delícia!

Here comes the sun… e as tulipas também!

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Ano passado quando fomos ao Keukenhof – o famoso parque das flores no norte da Holanda – aquele campo de tulipas que figura em todos os cartões postais do país já estava vazio. Eu fiquei um pouco frustrada e com aquele sentimento de  que tinha faltado algo.

Semana passada namorido se lembrou de que aqui perto de casa tem uma área cheia de campos de tulipas, tão bonitos e tão grandes quanto o Keukenhof, e bem menos turísticos.  Aproveitamos o dia lindo que fez hoje por aqui pra ir visitá-los. Paramos em pelo menos uns 4 campos. Todos de tirar o fôlego.

O melhor foi que eles realmente ficavam no meio do nada, então não tinha quase ninguém por lá e pudemos curtir em paz e tirar várias fotos.

Pra quem estiver perto de Rotterdam, vale uma visita. Os campos ficam na ilha de Goeree-Overflakkee