Monthly Archives: Maio 2013

Pra eu não esquecer…

Padrão

De tempos em tempos preciso lembrar a mim mesma cada palavra do texto abaixo. Hoje é um dia desses.

“Você nasceu no lar que precisava nascer, vestiu o corpo físico que merecia, mora onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com o teu adiantamento.

Você possui os recursos financeiros coerentes com tuas necessidades… nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas. 
Seu ambiente de trabalho é o que você elegeu espontaneamente para a sua realização. 
Teus parentes e amigos são as almas que você mesmo atraiu, com tua própria afinidade. 
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle. 
Você escolhe, recolhe, elege, atrai, busca, expulsa, modifica tudo aquilo que te rodeia a existência. 
Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes. São as fontes de atração e repulsão na jornada da tua vivência. 
Não reclame, nem se faça de vítima. Antes de tudo, analisa e observa. 
A mudança está em tuas mãos. 
Reprograma tua meta, busca o bem e você viverá melhor. 
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” 

(Chico Xavier)

Uma ponte entre a Holanda e o Brasil

Padrão

Vestindo camisa social e calças pretas o cantor e compositor brasileiro Lenine entra no palco já cantando. Num instante, a voz calorosa do pernambucano transporta a antiga sala de cinema da fria e chuvosa Rotterdam para o ensolarado Recife. O público, até então calado e comportado em suas poltronas, grita, bate palmas, assobia.  A formalidade holandesa dá espaço à espontaneidade brasileira.

Da minha poltrona eu aplaudo o mesmo homem que duas horas antes ensinava os músicos holandeses, noruegueses, dinamarqueses e alemães da orquestra do holandês Martin Fondse a pronunciar as palavras “dólares” e “Dolores”, da música Rosebud. O mesmo cantor que, vestindo jeans, óculos e all-star pretos, vibrava ao ouvir cada arranjo novo que a orquestra internacional tinha criado especialmente para as suas músicas. O mesmo simpático pernambucano que no primeiro intervalo da passagem de som desceu do palco pra nos dar um abraço de boas vindas e saber se estávamos nos divertindo.

Testemunhar o projeto “The Bridge” tomando forma durante a passagem de som e assistir ao primeiro show do Lenine com o Martin Fondse e sua orquestra foi uma experiência indescritível. Minha admiração pelo trabalho do artista pernambucano, que completa 30 anos de carreira esse ano, só aumentou. Sua paixão pela música, o sentimento que ele imprime em cada nota e o alto-astral que ele transmite são emocionantes.

Quanto ao trabalho do Martin Fondse, foi paixão à primeira vista. Músico e maestro talentosíssimo, além de muito simpático  e atencioso. Um “querido” mesmo!

E a tarde e noite da última sexta-feira foram assim: cheias de novas experiências e energia positiva. Uma delícia!

A eterna luta contra a balança

Padrão

Toda vez que eu me mudo é a mesma coisa: engordo.

Foi assim quando me mudei pra Alemanha pela primeira vez, quando me mudei pra Bauru pra fazer faculdade, quando vim pra Alemanha pela segunda vez, quando me mudei de volta pra São Paulo pra trabalhar e quando vim pra Alemanha pela terceira vez pra fazer o mestrado. Faço dieta, emagreço, passo uns (poucos) meses magra, aí me mudo de novo e engordo. Um eterno ioiô.

E não é como se eu de repente passasse a comer  pão com ovo frito e bacon no café da manhã, bolo de chocolate no café da tarde e mousse de chocolate de sobremesa todo dia (bem que eu queria!). Continuo comendo cereais com iogurte no café da manhã e tomando só cappuccino ou comendo uma fruta no café da tarde. Mas é só mudar um pouco a alimentação e pronto, balança grita.

Na Alemanha, a única maneira que encontrei de manter o peso (leia-se, não engordar ainda mais) foi comendo arroz, pão e batata só nos finais de semana e, mesmo assim, sem exageros. Durante a semana, cereais, iogurte, mingau de aveia, salada, legumes, soja, frango, carne e peixe.

2 meses na Holanda e já engordei o pouquinho que tinha conseguido emagrecer ano passado antes de ir pro Brasil. Nossos jantares são, em geral, saudáveis, mas sempre incluem uma porção de arroz, batata ou macarrão.

Com a desculpa de sair de casa e conhecer gente nova, me inscrevi na academia. Tenho ido 4 vezes por semana. Namorado acha que essa assiduidade toda é minha vontade de fazer novos amigos e praticar o pouco de holandês que consegui aprender nos últimos tempos. O motivo real é que minhas calças começaram a apertar (de novo!).

Essa semana tô na minha casa em Bonn, na Alemanha. Sem academia e com mil compromissos sociais que sempre incluem comida.

Tô amando rever meus amigos e ter minha vida social de volta, mesmo que seja só por uns dias. É brunch na casa da amiga brasileira, cafezinho da tarde com a amiga polonesa, noite de queijos e vinhos na casa da amiga francesa, happy hour com amigos do mestrado, almoço árabe na casa da amiga egípcia. Tudo uma delícia! Mas já sei que na volta pra Holanda vou ter que abrir os botões da calça no trem.

História da minha vida…

emagrecer

Here comes the sun… e as tulipas também!

Padrão

Ano passado quando fomos ao Keukenhof – o famoso parque das flores no norte da Holanda – aquele campo de tulipas que figura em todos os cartões postais do país já estava vazio. Eu fiquei um pouco frustrada e com aquele sentimento de  que tinha faltado algo.

Semana passada namorido se lembrou de que aqui perto de casa tem uma área cheia de campos de tulipas, tão bonitos e tão grandes quanto o Keukenhof, e bem menos turísticos.  Aproveitamos o dia lindo que fez hoje por aqui pra ir visitá-los. Paramos em pelo menos uns 4 campos. Todos de tirar o fôlego.

O melhor foi que eles realmente ficavam no meio do nada, então não tinha quase ninguém por lá e pudemos curtir em paz e tirar várias fotos.

Pra quem estiver perto de Rotterdam, vale uma visita. Os campos ficam na ilha de Goeree-Overflakkee