Um breve panorama da mídia alemã

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Estudando “Mídia e Política” esses dias encontrei um material sobre o sistema midiático na Alemanha com fatos super bacanas. Achei que era a oportunidade perfeita para quebrar o ciclo de posts irrelevantes e escrever sobre algo útil.

Um breve panorama do mercado de impresso:

– Dos cerca de 83 milhões de alemães, 49 milhões lêem o jornal diariamente

– O jornal mais lido do país é o tabloid “Bild”, da editora Springer (3,3 milhões dos 25 milhões impressos diariamente – entre jornais nacionais, regionais e locais)

– Os 5 jornais nacionais diários mais importantes são: Süddeutsche Zeitung – politicamente de centro-esquerda (com sede em Munique); Frankfurter Allgemeine Zeitung – conservador/direita (sede em Frankfurt); Welt – conservador (sede em Berlim);  Frankfurter Rundschau – centro-esquerdista (sede em Frankfurt); Tageszeitung – alternativo e crítico em relação ao governo (sede em Berlim)

– O jornal semanal mais lido é o “Zeit” (491 mil exemplares vendidos por semana)

Quanto ao rádio e à televisão, a Alemanha tem um sistema dual, formado por emissoras públicas e privadas. As emissoras públicas são financiadas por meio de taxas mensais pagas pelos próprios consumidores e regulamentadas por grêmios formados por grupos da sociedade civil, como representantes da igreja, sindicatos, do governo, de partidos políticos diversos, de associações que zelam pelo direito do consumidor, etc. Os canais públicos pertencem a dois grupos principais – ARD e ZDF – e oferecem programas de qualidade (pelo menos essa é a proposta), com foco em temas de interesse público. Entre as emissoras privadas, as mais importantes são Sat1 e ProSieben (que pertencem ao mesmo grupo) e RTL e VOX (que também pertencem a um só grupo). Uma lista mais completa, você encontra aqui.

Para ter acesso ao sinal de rádio/tv é preciso pagar uma taxa de 17,98 por mês. Para o sinal de TV digital ou cabo (pacotes do tipo Sky), as taxas são extras.

Bem, taí um breve e bem simplificado panorama sobre a mídia alemã.

Quanto à qualidade do que é produzido eu não posso falar muito. Quase não assisto à TV e não escuto rádio. O pouco que vi das emissoras comerciais é praticamente do mesmo nível do que passa nos canais abertos no Brasil (muitas vezes bem mal feitos – em termos de qualidade técnica): talkshows do tipo “Márcia”, reality shows do tipo Big Brother (um inclusive, sobre ex-famosos tentando sobreviver no meio da mata, tem 3 brasileiros), novelas muito, mas muito ruins mesmo e esse tipo de coisa. Os comerciais também são hilários, do tipo “faça amigos pelo celular, disque 0800”, ou “encontre sua alma gêmea no site http://www.blablabla.de”.

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2 responses »

  1. Eu, por um lado, nunca assisto TV no Brasil, mas tava sempre de olho nos programas na Alemanha. Primeiro porque era ótimo pra treinar a escuta da língua e segundo porque, de certa forma, aprendemos um pouco mais sobre os alemães. Por exemplo, culinária e viagens de intercâmbio/mudança eram dois mega trends de quando estava por aí. Nos programas de culinária, anônimos recebiam desconhecidos ou participavam de competições em restaurantes. E daí? Bem, vemos de um lado a busca pelo perfeccionismo e do outro o lado cri-cri (e muitas vezes injusto) do alemão. Tipo assim: a comida estava ótima, mas eu colocaria um pouquinho mais de sal, então dou nota 5 (de 10). Achava isso muito engraçado. Mas mais engraçado ainda são os de viagens/intercâmbio, porque vemos os alemães na situação de quando nós, meros mortais, chegamos na Alemanha. Ou seja, muitas vezes com dificuldades na língua, cultura etc. Então era comum ver um monte de gente sem noção que queria ser atriz em Hollywood (às vezes sem falar nadinha de inglês) ou abrir um negócio na Espanha (muitas vezes sem dinheiro algum e sem saber o que ‘Hola’ significa). Sei bem que os “reality shows” muitas vezes tem de tudo menos realidade. Mas era uma coisa que achava legal de se acompanhar, além do (obrigatório) Tagesschau e do (quase obrigatório) Sportschau nos fins de semana… sinto falta disso tudo.
    Só não sinto falta do absurdo chamado GEZ (http://www.gez.de/), que não sei se está incluso na tua matéria ou, se por acaso, você recebeu uma cartinha no teu AP. Na minha época, você tinha que pagar um imposto mensal ou trimestral sobre cada aparelho que tivesse acesso a rádio, tv e/ou internet. Então, caso você tivesse 1 celular moderninho, uma TV, um notebook, um rádio de pilha, você teria que desembolsar um valor absurdo. Obviamente quase todos sonegam o imposto porque os funcionários que fazem a cobrança/fiscalização não tem poder de polícia, ou seja, de entrar na tua residência. Vai entender…
    Para finalizar, a teoria minha para que o Bild seja o mais vendido é: 90% de suas capas estampam mulheres seminuas. Então…
    Abs!

  2. Com certeza tem muita porcaria também na Tv alemã, mas em compensacao tem boas opcões de documentários e programas mais culturais! O que eu acho ótimo, já aprendi muita coisa só assisitindo esses documentários e sonho acordada com os concertos e viagens aos diversos paises e regioes que nunca tinha ouvio falar antes!

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