Monthly Archives: Janeiro 2012

Blogueira temporariamente indisponível

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Quatro trabalhos pra entregar no mestrado (2 em uma semana, 2 em 4 semanas) + visitas+ casamento em Berlim (não o meu, obviamente) + viagem pra Roma chegando (no final do mês) + cansaço de fim de semestre + frio = nenhum neurônio sobrando pra escrever algo bacana no blog.

Em 11 dias as aulas do primeiro semestre acabam e em 4 semanas terei me livrado de todos os trabalhões e trabalhinhos que pipocam sem parar. Mesmo tendo que estudar pras árduas provas que me aguardam na volta, acredito que durante minhas “falsas” férias poderei finalmente colocar ordem na casa e escrever algo decente novamente.

Por enquanto: blogueira temporariamente indisponível. Deixe seu recado após o sinal. Turutuuuuuu!

Liquidação de inverno

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Hoje eu comprei uma calça de pijama, uma calça de moletom pra ir à academia (não, não quero discutir minha total falta de estilo para ir malhar), três calcinhas e um sutiã por um total de 31,95 euros. Sim, liquidação aqui é liquidação meeeesmo!

Estava esperando a liquidação de inverno começar pra gastar o Gutschein (vale-presente) que minha família alemã me deu de Natal e confesso que tive que me segurar pra não passar de arara  em arara conferindo as peças em promoção. Esses períodos de “alles reduziert” (tudo reduzido) aqui chegam a ser golpe-baixo. É a cidade inteira com descontos de até 70%, de objetos de decoração à calcinha e cueca.

Como eu (e todas as outras mulheres do mundo) não posso ver uma promoção, sabia que se eu parasse só pra “dar uma olhadinha” ia acabar estourando o budget do meu vale-presente com a desculpa de que “eu estava mesmo precisando”. Por isso, fui direto à sessão das coisas que eu estava realmente precisando e dei o fora da loja, antes que minha conta começasse a precisar de doações alheias.

Próxima grande liquidação será a de verão, o que vai ser ótimo porque devo ir passar férias no Brasil em dezembro, meu estoque de roupa de verão é zero e roupa no Brasil tá pela hora da morte. Só espero ter dinheiro quando ela chegar!

Impressões da Holanda

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Entre o Natal e o Ano Novo estive em Rotterdam (em português, Roterdã) visitando a Cris, como contei brevemente no post anterior. Já tinha ido a Amsterdam (em português, Amsterdã) em 2008 e tinha ficado com aquela imagem romantizada do país, baseada em canais, prédios antigos, sapatinhos de madeira, bicicletas e tulipas. Rotterdam foi, portanto, um choque pra mim.

Quase totalmente destruída pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade de 600 mil habitantes teve que ser praticamente reconstruída no pós-guerra, por isso, prédios antigos e históricos (como eu adoro ver e fotografar) são raros.

Abrigando o maior porto da Europa e o terceiro maior do mundo, a cidade tem uma arquitetura super moderna e arrojada e um clima de metrópole, com largas avenidas e arranha-céus.  Mesmo tendo nascido e sido criada em São Paulo, metrópoles não são muito a minha praia, mas foi bacana ter uma visão diferente da Holanda. Aproveitei e fiz um tour de barco de 75 minutos pelo porto (que é imenso), subi a torre mais alta da cidade (Euromast), me lembrei da Ponte Estaiada de SP ao ver a Erasmusbrug e me diverti ao entrar em uma das casas cubo, idealizadas pelo arquiteto Piet Biom.

Para recuperar aquela imagem romantizada que eu tinha do país, fui a Delft e a Haia (em inglês, The Hague; em holandês, Den Haag). Obviamente Delft, com suas casinhas fofas e inúmeros canais virou meu xodó. Definitivamente preciso voltar na primavera ou no verão porque agora no inverno foi sofrido.

Também fui a Hoek van Holland, na costa do país, onde fica um mega dique construído para conter a entrada de água em caso de emergências, já que 66% da Holanda está abaixo do nível do mar. Lá tinha um pequeno museu com uma exposição interativa super bacana mostrando onde estão todos os diques que protegem o país (tem cidades que chegam a estar a 7 metros abaixo do nível do mar), e outros dados e imagens interessantes. Mais informações, vídeos e fotos aqui.

Abaixo algumas impressões de Rotterdam, Delft e Haia.

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Aberta a temporada de encontros e reencontros

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Cris e eu - Rotterdam, Holanda

Entre o Natal e o Ano Novo fui à Rotterdam visitar uma amiga que eu não via há mais de 7 anos. Durante minha estadia por lá finalmente conheci pessoalmente um amigo que fiz através dessa mesma amiga (Cris) há mais de 9 anos.

Em duas semanas vou à Berlim para o casamento da minha irmã alemã (da época do intercâmbio) e, durante a minha rápida passagem por lá vou rever uma amiga da faculdade que não vejo há quase 2 anos e conhecer pessoalmente a querida Ivana, que conheci online quando ainda trabalhava no Brasil Alemanha News.

Em março uma amiga querida (também dos tempos da faculdade) vem pra Europa e incluiu Bonn no roteiro só pra me visitar.

Sim, está aberta a temporada de encontros e reencontros e eu estou adorando!

“Germanizando”

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Hoje coloquei uma camiseta velha, uma calça e uma blusa de moletom (de cores diferentes, que fique claro), um tênis e um casaco que não tinha nada a ver com o que eu estava vestindo e fui ao supermercado arrastando uma mala pequena de rodinhas (para carregar as compras na volta, oras!). Depois passei na academia pra sessão de tortura do dia e voltei pra casa suada e vermelha, com cabelo de louca, arrastando as compras pelas ruas. Estranhamente não me senti mal e nem fiquei tentando me esconder.

Acho que estou “germanizando”. Não tenho certeza se isso é bom ou ruim. Sem mais.

Quando comer vira obrigação

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Comer deveria ser um prazer, mas pra mim tem sido uma tortura já há mais de 4 meses. Explico-me: eu nunca fui chegada em comida alemã (com exceção dos pães, bolos e doces) e após ter passado por uma espécie de reeducação alimentar no Brasil por cerca de 10 meses, enfrentar a carne de porco com mil molhos, batata em suas mil formas (frita, assada, cozinha, quadrada, redonda, triangular, em forma de purê) e muito tempero e gordura em todo e qualquer prato tem sido um sofrimento diário.  Nem a salada se salva. Eles sempre dão um jeitinho de colocar algum tipo de molho. #ódiomortal 

Por um tempo resolvi cozinhar em casa e levar uma marmitinha todos os dias, mas com a rotina de mestrado + estágio acabei desistindo e me conformando com a ideia de que teria que me acostumar com a comida da cantina da DW (Deutsche Welle) mesmo.  Veja bem, não é que a comida aqui seja um pesadelo. É só gordura e tempero demais pro meu paladar recém-acostumado a comer quase sem tempero algum.

Eis que vez ou outra algum colega se inspira e decide preparar uma comida típica do seu país para o grupo e eu, claro, sou convidada. Como diz a Bruna: todoschora!

O problema é que a maioria dos colegas vêm de países tipo Índia, Bangladesh, Paquistão e cia. e todos os pratos têm muito tempero e pimenta. Eu sempre odiei e sempre vou odiar pimenta. Quando cruzo com pratos apimentados fico vermelha, choro, começo a suar, meu nariz escorre, é um Deus nos acuda.

Já sabendo desse meu “probleminha”, meus amigos (super fofos) tentam cozinhar com o mínimo de pimenta e tempero possível (como vocês vêem, meu problema já virou domínio público), mas pra mim continua sempre apimentado. Tenho dó quando eles olham pra minha cara buscando aprovação e eu, já vermelha, digo “tá um pouquinho apimentado, mas eu aguento” (e dá-lhe vinho, água, suco, qualquer bebida que estiver ao meu alcance). Então, o que deveria ser um prazer, se tornou pra mim uma obrigação social e uma tortura.

Acabo de voltar de um jantar que meu colega indiano ofereceu pra gente. Fofíssimo, ele comprou chips indianos de mandioca, preparou vários pratos, comprou sobremesa típica e de quebra ainda comprou um filme indiano engraçadíssimo pra assistirmos. Foi ótimo. Mas me perguntem o que tô comendo agora? Bolachinha com cappuccino. #balançagrita

Faz 4 meses que eu não como com aquele prazer que comia um simples prato de arroz, feijão e bife (sequinho, sem molho e temperado só com sal mesmo).

Se pelo menos eu emagrecesse porque a comida não me agrada. Mas não. Porque a comida não me deixa satisfeita eu acabo me refugiando nos pães, bolos e doces (que aqui são ótimos!). Resultado: 4 meses e meio depois, 5 kg a mais na balança. E eu só levanto minha bundinha para ir à academia nas férias, com 5 graus lá fora porque poderia já estar nos 10kg extras se não o fizesse.

O jeito vai ser me conformar que vou viver em guerra com a balança pelos próximos dois anos.

Adeus ano velho, feliz ano novo!

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Comecei 2012 à beira do rio Reno, em Bonn,  assistindo à queima de fogos ao som de Beethoven (nascido na cidade) com uma multidão de estranhos.

Não teve Raclette (comida tradicional de Ano Novo aqui), nem festa, nem roupa branca, nem calcinha nova. Não tomei champagne à meia-noite, não comi 7 gomos de uva, nem lentilha. Também não assisti à “Dinner for one” (sketch que todos os anos reúne os amigos na frente da televisão no Reveillon aqui na Alemanha). Mesmo assim foi uma virada de ano linda!

Também não fiz listinha de metas e desejos para o novo ano. Tô feliz e só quero que as coisas continuem assim. Simples assim.

Feliz Ano Novo!

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