Liberdade “pra inglês ver”

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Essa semana precisei fazer uma pesquisa sobre o cenário da mídia brasileira e fiquei chocada com os dados que encontrei.

No ranking de Liberdade de Imprensa da ONG Repórteres sem Fronteiras, o Brasil aparece somente na 58ª posição.  A imprensa que eu sempre acreditei ser razoavelmente “livre” sofre mais censura que os meios de comunicação de países como Chile (33º), Uruguai (37º), África do Sul (38º), Tanzânia (41º), Coreia do Sul (42º) e Argentina (55º). Indignada, fui tentar entender o por quê dessa vergonhosa colocação.

Eu já sabia que a corrupção no Brasil era muita e, claro, sabia também que muitas concessões de meios de comunicação, principalmente de rádio, eram dadas a políticos (!!!!!), mas nunca tinha me deparado com os números oficiais. De acordo com dados do site “Donos da Mídia” (que reúne dados públicos), 271 políticos são sócios ou diretores de 324 veículos de comunicação do País. Mais da metade deles são prefeitos.

Além disso, a Globo, sozinha, é dona de 33 jornais, 52 rádios AM, 76 FMs, 105 emissoras de TV, 27 revistas, 17 canais e 9 operadoras de TV paga. Isso é mais do que a Record e a Band têm juntas. Diversidade de opinião? Pra quê? Bobagem! A mídia de todo o país está nas mãos de 5 grandes grupos de comunicação: Abril, Globo, Band, Gov.BR (ligado à EBC) e IURD (ligado à Record). Mídia independente? Nenhuma chance.

Confesso que nunca fui muito politizada, nem ativista, mas fiquei revoltada quando me dei conta de que liberdade de imprensa no Brasil é só “pra inglês ver”.

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