“O” mestrado

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Deutsche Welle

O mestrado que eu estou fazendo é um pouco diferente dos outros oferecidos aqui na Alemanha. Ele foi montado pela Deutsche Welle – DW (emissora internacional da Alemanha) em parceria com a Universidade de Ciências Aplicadas “Bonn-Rhein-Sieg” e com a Universidade de Bonn com o objetivo de formar jornalistas internacionais e gestores de mídia. Ao final do programa, além do diploma de Master of Arts, os estudantes também recebem o título de jornalista internacional, por isso a carga de aulas e projetos práticos é bem pesada, principalmente a partir do segundo semestre.

O curso de International Media Studies (Estudos de Mídia Internacional) é integral, bilíngue e dura ao todo quatro semestres. A DW concede somente 10 bolsas ao ano para estudantes de países em desenvolvimento e algumas bolsas parciais para candidatos de outras partes do mundo. Para ser elegível o candidato precisa ter alemão e inglês fluentes, experiência de pelo menos um ano na área de mídia e bons argumentos para convencer a banca de jurados, que inclui membros das duas faculdades e do DAAD (Serviço de Intercâmbio Acadêmico Alemão). Somente do Brasil, eles recebem, em  média, 400 inscrições por ano, por isso, o páreo é duríssimo e todos os requisitos são mesmo cobrados.

Mestrado em International Media Studies, turma 2011/2013, na abertura oficial do programa.

Essa é a terceira turma do curso e também a maior até agora. Somos 30 estudantes de 25 países. Somente dois colegas são 100% alemães, sendo que um deles nasceu e cresceu no Paraguai. Depois, temos algumas misturas (metade americano, metade alemão; metade brasileira, metade alemã; metade mexicana, metade alemã) e os 100% estrangeiros. São profissionais de diversos países da África, como Serra Leão e Camarões; leste europeu, como Romênia e Polônia; Oriente Médio, como Iraque e Jordânia; Ásia, como Camboja e Indonésia; e América Latina, como Equador e Bolívia. Todos com experiências das mais diversas: rádio, televisão, jornalismo online, marketing, ONGs, educação, etc.  As discussões, portanto, são muito ricas e, quase sempre, acaloradas. Todo mundo tem sempre muito a dizer.

O curso é excelente. O programa combina tópicos como “Media Economics”, comunicação intercultural, globalização e mídia, política e mídia, sistemas internacionais de mídia, comunicação para o desenvolvimento e afins. As aulas são puxadas, mas riquíssimas em conteúdo. Às vezes tenho a sensação de ter aprendido mais em três meses de mestrado do que nos quatro anos do meu bacharelado no Brasil, que por ter sido feito numa faculdade pública “deveria” ter sido da melhor qualidade.

Um dia de aula prática no IMS - Técnicas de Apresentação na aula de "Media Education and Training"

Além disso, temos muitas atividades extra-curriculares, como encontros com a Ministra da Cultura do Estado (aqui cada estado tem seus próprios ministérios para cada pasta, além dos ministérios federais), com os diretores da maior editora do Estado (que é dona de 8 jornais) e com profissionais de grandes emissoras de TV da região.

Naturalmente o curso também tem suas deficiências, afinal, ele é ainda muito novo.  Mas isso é história pra outro post…

Por enquanto resta dizer que, se eu sobreviver a esse ritmo frenético de aulas todos os dias o dia todo, me formo mestre em agosto de 2013. Inshalá!

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One response »

  1. INSHALÁ mesmo né? Pq esse negocio de já saber q o proximo semestre vai ser pior ñ é tão animador né? Mas teremos uma mestra em 2013 sim! Bjoo

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